sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

HISTÓRIA

Grande Personagem da

LITERATURA





OS ANJOS CONTAM HISTÓRIAS





Mistério e aventura no tempo da Inconfidência Mineira.
O sumiço da cabeça de Tiradentes, a suspeita morte de Claudio Manuel da Costa, a escultura baroca, o prodígio da obra do Aleijadinho, o ideal de rebeldia e liberdade dos conjurados, o sonho dos Arcádios...  Um romance que não dá para parar de ler, Jabuti de Literatura para jovens em 2013.










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CÉRBERO, O NAVIO PIRATA



MALDIÇÃO PIRATA! Partindo de uma profunda pesquisa histórica sobre a vida dos piratas no século XVIII, CÉRBERO é uma aventura com direito a duelos, abordagens, a maldição do navio corsário, o  porão mal assombrado do navio, e até uma ponta de história de amor... Uma viagem fantástica no mar desconhecido!








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CANUDOS



Santos e Guerreiros em Luta no Sertão! O Drama de EUCLIDES DA CUNHA para escrever um dos mais importantes romances brasileiros - OS SERTÕES. A luta heróica dos sertanejos contra forças militares imensamente superiores, enviadas para esmagá-los. A incompreensão e ignorância da população dos centros urbanos sobre a  Canudos, desenhando a maior tragédia histórica brasileira.


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HANS STADEN



Um náufrago alemão, capturado pelos índios Tupinambás. Duas culturas, dois mundos em choque. O destino mais evidente do prisioneiro era a fogueira - seria assado e devorado, segundo os rituais dos nativos brasileiros. Mas, aí, rola a aventura... O índio brasileiro visto em estado puro, antes de seus costumes serem adulterados pelo contato com os europeus. A coragem, a elegância selvagem dos senhores das matas, donos desta terra, muito antes da chegada do colonizador. Baseado no livro escrito por Hans Staden e publicado na Europa, no século XVI.

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 DIGITAL:

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FÍSICO
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FREI LIBERDADE





Aventura e História. Coragem e ideais, acima de tudo!
A Independência do Brasil foi muito mais do que o Grito do Ipiranga. Houve luta, mártires, heróis... Frei Caneca foi um deles. E a Confederação do Equador, uma das tentativas de afirmar a liberdade e a inteligência como princípios de construção deste país.



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PISCINA JÁ!



NEM A DITADURA ESTRAGA AS FÉRIAS DESSA TURMA! Nos tempos da ditadura militar, mesmo com o Brasil num breu danado, uma garotada esperta vive a aventura de enfrentar a repressão!

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

PRA QUEM SE ATREVE 

A DESCOBRIR

O SIGNIFICADO MAIS

SINISTRO E BIZARRO

DA PALAVRA

ÂMAGO

NA EXPRESSÃO

ÂMAGO DO TERROR




MEMÓRIAS MAL ASSOMBRADAS DE UM FANTASMA CANHOTO



Sir Simon de Canterville não é um fantasma qualquer. Grande astro de O Fantasma de Cantervile, de Oscar Wilde, ele é o mais célebre e o mais almadiçoado dos fantasmas das histórias de terror. Além disso, conhece os segredos, as fofocas, as manias de todos os personagens e autores das histórias mais assustadoras já escritas. Ele está doido para encontra uma vítima para quem poossa, para todo o sempre, ficar contando os truques e segredos da Literatura de Terror. E  só para provar que, de todos, ele é o máximo, o maior, o inigualável. De quebra, vai fazer o que mais gosta... ATERRORIZAR uma garotada esperta que se mete e desvendar o que está acontecendo de extraordinário no Casarão Ótis. Terror, Riso, Aventura... e mais terror. Para não deixar você ter sonhos tediosos à noite...


Para comprar em Livro ou e-book

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BRENDA





Estar apaixonado por uma garota talvez seja uma lobisomem pode ser no mínimo... um problema!



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SONETO NAS TREVAS




Um lobisomem atormentado por sua própria monstruosidade, e que escreve sonetos com o sangue de suas vítimas nas paredes do labirinto em que habita. Uma organização implacável, que persegue seres sobrenaturais. TERROR... O MAIS DOLOROSO E BRUTAL. Uma novela pra lá de GÓTICA!

Para comprar

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domingo, 4 de dezembro de 2016

SEM MISTÉRIOS,

DA VIDA,

O QUE HÁ DE SER?






QUEM MATOU O LIVRO POLICIAL?



O assassinato a sangue frio de uma novela policial, mistério que será resolvido na Capital Brasileira da Literatura: Passo Fundo – RS. Um serial killer em ação, numa misteriosa biblioteca de Baltimore (cidade onde viveu e trabalhou Edgar Allan Poe), EUA, cometendo assassinatos indecifráveis há quase dois séculos. Um escritor – sucesso mundial na Literatura Policial – que ninguém nunca viu, não sabe direito onde, nem como encontrá-lo. Um investigador adolescente, gênio tecnológico, que está em todos os lugares, mas age sempre virtualmente. Um mistério dentro do outro. E, para decifrá-los, você terá de entrar fundo nos segredos e truques da Literatura Policial.

 Para Comprar:


http://www.livrariacultura.com.br/p/quem-matou-o-livro-policial-22093821




MACHADO E JUCA



D. Malu desapareceu. Sem avisos, ninguém sabe o que aconteceu com ela, a não ser o marido, o brutamontes que todos detestam, Matacavalos, que diz que ela foi para o interior, numa viagem decidia às pressas, visitar a família. Mas tem algo estranho aí. Algo suspeito. Um mistério... Machado de Assis,  com seu parceiro Juca, o garoto engraxate de rua, investigam o caso, no bairro do Cosme Velho, em 1899 – ano do lançamento de D. Casmurro, um dos romances mais importantes e famosos do autor. Machado se transforma num velhinho que pula janelas, invade casas e faz de tudo para desvendar o mistério. Participações especiais de personagens de Machado, de sua esposa, Carolina, e outros que fizeram parte da sua história. Muita ação detivesca, tensão por conta do supervilão Matacavalos e um final que você jamais iria adivinhar. Um dos livros mais vendidos de Luiz Antonio Aguiar, desde 1999, lido por dezenas de milhares de garotos e garotas de todo o país.


Para comprar em livro ou formato digital: 


http://www.livrariacultura.com.br/busca?N=0&Ntt=Machado+e+Juca





O MISTÉRIO DA PEGADA VERMELHA





                Um sótão trancado há anos. Certo dia, Beta encontra a chave e, quando entra lá... encontra uma pegada em tinta vermelha, brilhante... fresquinha. Alguém acabou de deixá-la. Mas, quem? Quando? Como? E tudo se complica e se desdobra em surpresas e muita ação, quando a garota se lança numa aventura para desvendar esse mistério. Apresentando AS CORUJAS. Uma equipe de garotas afiadas nas artes da investigação.



Para Comprar:


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Leia Resenha no Blog COMPAIXÃO LITERÁRIA

http://compaixaoliteraria.blogspot.com.br/2016/11/resenha-o-misterio-da-pegada-vermelha.html

quarta-feira, 30 de novembro de 2016


Literatura não é tortura


Luiz Antônio Aguiar




Diante de algumas situações de inércia, torna-se necessário repetir o óbvio: Literatura é prazer. Um prazer às vezes combinado à dor, à perplexidade e à turbulência mental/existencial: que se confunde com gana de viver mais o mundo. Mas, Prazer!!! 

Transformada em dever de casa ou/e matéria de prova – como acontece  quando ignoram (inercialmente) a viva discussão que se empreende contra a utilização paradidática da literatura para crianças e jovens leitores – seu efeito é devastador: forma gerações de inimigos do livro, para quem malignos autores aliados a sádicos professores conspiraram para arruinar os fins de semana de jovens saudáveis e desejosos de viver.

O desafio posto é o seguinte: precisamos seduzir o jovem e a criança para a Literatura: devemos rejeitar, repudiar todos os artifícios que tornem a Literatura uma obrigação. Literatura não é coadjuvante nem acessório do currículo. Não pode ser rebaixada a servir de instrumento (paradidático) do ensino da gramática, muito menos da moral e dos bons costumes e de molduras afins.

Pelo contrário,  coloca-se ao lado do leitor no seu direito de experimentar o mundo. Há professores-heróis-idealistas que, apaixonados pela Literatura, a tornam, para a garotada, no maior estímulo a descobertas e ao crescimento intelectual e espiritual. Mas, nem sempre isso é incentivado, até mesmo por exigências mercadológicas.

Ler Literatura é um ato de troca entre o indivíduo e o livro. É um ato também de intimidade (introspecção) e de liberação. Não pode ser devassado por pressões externas,  por "cobranças de leitura", disfarçadas em trabalhos pós-leitura, nem pelo que «vai cair na prova» ou pela interpretação que " o gabarito determina como correto". Literatura, enfim, é algo à parte, singular, dentro de casa, na escola e no mundo. É um procedimento de formação informal, iluminista e humanista, visionário e especulativo, subjetivo e incerto como a vida (costumo dizer que às vezes é caso único de se plantarem tomates para colherem-se pirâmides). É para ser oferecido em espaços estimulantes e particularizados, tais como oficinas, bibliotecas, espaços extracurriculares – que não valem nota –, que podem se dar ao luxo de transgredir, de cultuar o proibido, de praticar o lúdico, sugerir o acesso ao inconfessável e explorar o conflito. Precisa tornar-se tentadora, irresistível, fascinante. Fracassa sempre que o jovem ou a criança se refiram ao momento de ler Literatura com um «ai, que saco!» do qual não tem como escapar.

Enfim, leitura e escritura são uma coisa só. São um gesto de apropriação do mundo, de descoberta e de aprofundamento, através da expressão escrita. São para romper (ou para oferecer a possibilidade de ruptura a quem queira tentá-la) o monolitismo bem-aceito e para inventar humanas verdades contra a ditadura da verdade única. São o «hipermercado... de impossíveis possibilíssimos» (Drummond, A suposta existência), onde o leitor produz matéria-prima para criar mundos para si. São a aventura que não estará nunca refletida no boletim escolar, mas no reconhecimento do que se ganhou, do que se aproveitou e se ampliou na existência.


(Publicado no «Caderno de Idéias», Jornal do Brasil, 30/4/94

domingo, 13 de novembro de 2016

LIMA BARRETO É  POP TAMBÉM
Luiz Antonio Aguiar



- Vossa excelência vai obrigar o povo a andar nu.
- Não apoiado. O vestuário deve ser coisa 
majestosa e imponente, para bem impressiona
os estrangeiros que nos visitem.

Os Bruzundangas






                Escolhido como escritor homenageado para a FLIP 2017, Lima Barreto não deveria ser lembrado somente pelo (glorioso!) O triste fim de Policarpo Quaresma. Há mais a se descobrir nesse escritor que transformou desilusão (com a República), padecimento pessoal e rebeldia em pura Literatura. Aqui, dou dicas de leitura que mostram um Lima Barreto em facetas de caricatura/paródia e aventura, muito pouco mencionadas.





Apesar do humor ácido empregado nos textos, 
ao ler Os Bruzundangas, tenha certeza
 de que seu autor os escrevia também num 
tom de lamento. É possível, ainda, imaginar
 que se trate de uma obra dolorida, sofrida,
 um desabafo feito por quem preferiria retratar 
seu país de maneira bem diferente. 
Quem sabe como o país sonhado por Policarpo Quaresma, um
 dos mais íntegros e 
idealistas personagens da Literatura Brasileira? 

Luiz Antonio Aguiar em 
"À moda de Gulliver", 
comentário à edição da FTD de Os Bruzundangas



Entre abril e junho de 1905, Lima Barreto, então repórter do Correio da Manhã, publicou uma série de reportagens sobre escavações no Morro do Castelo, parte do empreendimento de modernização da cidade do Rio de Janeiro, promovido pelo Prefeito Pereira Passos. Na época, foi descoberto um enorme labirinto de galerias, abaixo do antigo convento jesuíta, datado do século XVI. Já nessa época, o Colégio Jesuíta fundado por Manuel da Nóbrega servia a outras destinações – os Jesuítas foram expulsos do Brasil pelo Marquês de Pombal, na segunda metade do século XVIII. O Convento seria demolido em 1922.
                A descoberta das misteriosas galerias, cujo propósito permanece desconhecido, levantou rocambolescas  hipóteses. Talvez, fossem uma via de fuga dos jesuítas – já prevendo as perseguições que sofreriam, por parte do todo poderoso Pombal. E a mais popular dessas histórias, que acabaram se transformando em lendas urbanas do Rio de Janeiro antigo, falava num colossal tesouro que os jesuítas, não podendo carregar consigo, ao serem expulsos do país, deixaram oculto, naqueles subterrâneos.
                As galerias, segundo alguns, também teriam servido de passagem para os assassinos do pirata Jean François Duclerc.  Os piratas de Duclerc haviam chegado por mar e feito uma tentativa de tomar a cidade, em 1710.  A invasão foi repelida e Duclerc, capturado. No entanto, foi misteriosamente assassinado, durante a madrugada, na mansão que lhe servia de prisão, em 17 de março de 1711.



Envolta em segredos e mistérios, a morte de Duclerc serviu de desculpa para a segunda invasão francesa, naquele mesmo ano, promovida pelo pirata Dugain Trouin. Dessa vez, bombardeado pelos canhões da poderosa frota francesa, o Rio de Janeiro teve (segundo alguns historiadores, os moradores mais ricos da cidade preferiram não lutar) de se render. O pirata saqueou a cidade e maltratou o povo das ruas por 40 dias, somente se retirando mediante o pagamento de um resgate. Na verdade, Duclerc e Touin eram corsários que saqueavam  a serviço do seu rei, Luis XIV, e de patrocinadores da iniciativa privada francesa, aos quais cabia uma alta percentagem dos butins aferidos.
Os subterrâneos do Morro do Castelo, ou, D. Garça, é um folhetim, publicado no Correio da Manhã, em que Lima Barreto, aproveitando a curiosidade popular atiçada pela descoberta das galerias subterrâneas,  cria uma versão ficcional para o assassinato de Duclerc, reavivando o mistério sobre uma secreta história de amor e sobre tramas envolvendo o lendário tesouro do Morro do Castelo.

O própio Lima Barreto em participação especial em 
O triste Fim de Policarpo Quaresma em HQ
Roteiro Luiz Antonio Aguiar / Desenho Cesar Lobo



É uma obra aventuresca, um folhetim, de enorme apelo para os leitores, como muitas histórias de mistério e ação da Literatura Pop de hoje. Não seria todo escritor – mas somente um com gana de alcançar os leitores, de seduzi-los e entretê-los –, que se atreveria a publicar uma obra que poderia (e foi) considerada menor, literatura barata.



"O Escritor Guerreiro

            Ao abrir mão de criar uma obra
 mais profundamente ficcional, em Os bruzundangas,
 Lima Barreto cunha suas críticas 
mais contundentes
 à sociedade brasileira. Há trechos 
em que o ataque tem alvos certeiros, inclusive 
a defesa de suas concepções e práticas literárias."

Luiz Antonio Aguiar
em "Os Desiludidos",
comentário à edição da FTD de
Os Bruzundangas







Ainda na linha POP, preconizada inadvertidamente por Lima Barreto, temos Os Bruzundangas (1923), uma paródia, impregnada de ironia, e que carrega um certo tom de As aventuras de Gulliver (1726 , alterado em 1735), de Jonathan Swift.  A República dos Bruzundangas é uma sátira corrosiva, debochada, dos desacertos da incipiente república brasileira, principalmente nos anos da ditadura de Floriano Peixoto – que não foi chamado de O Marechal de Ferro à toa. Uma paródia sem rabo preso ao limitante realismo,  em que a fantasiosa República da Burungúdia espelha a matéria- prima perfeita do seu original, para essa caricatura que expõe o dano que pode produzir a mediocridade humana, política e cultural (realista?), combinada ao autoritarismo. A nação inventada por Lima Barreto ostenta, sem constrangimento,  vícios familiares ao leitor brasileiro. 
Vale lembrar também, como investida na paródia fantástica, O homem que sabia javanês – um malandrão que obtém enorme prestígio, e benefícios variados, fingindo saber o que ninguém no país pode conferir se ele sabe de fato. Trata-se de um conto de 1911,  outra peça em que ficam expostos a mediocridade intelectual e o viés farsesco da cultura oficial e erudita brasileira da virada do século.

Cena da adaptação em Graphic Novel


Sem o tom épico nem os heróis e heroínas de José de Alencar, nem a letalidade existencialista tramada com requintes de crueldade estética por Machado de Assis,  como reflexão para o Brasil de então e de hoje (!) Lima Barreto não poderia ser mais contundente. Homenageado pela FLIP, em 2017, teremos agora a chance de descobrir (e POPularizar!) os muitos momentos desse escritor que nunca foi aceito pelo status quo literário e cultural que lhe foi contemporâneo, um insubmisso jamais domesticado,  que encontrou seu jeito próprio e único de transformar o país, o cotidiano do povo e seu tempo em Literatura. 
É tempo de consolidá-lo como uma referência para o público e especialmente para todos nós que nos dedicamos ao ofício da escrita.


... Nem que seja para redimir, com sua segunda sentença, as palavras iniciais do profético fragmento que Lima Barreto deixou em seu relato autobiográfico...



“Viveu infeliz e morreu humilhado, mas teve glória e foi amado.”

Lima Barreto, O cemitério dos vivos (1920)

sexta-feira, 4 de novembro de 2016



O CASO DA ESCOLA FRIENDENREICH



Mistério, Terror e Suspense: e tudo isso é uma Oficina Literária!





RIO- Posta em risco pelo próprio poder público, a Escola Municipal Friedenreich, que quase foi demolida pelo governo Estadual para ser substituída por equipamentos de apoio aos megaeventos, registrou o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da escolas públicas da cidade nos anos iniciais do ensino fundamental (4º e 5º ano), com nota 8,3, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Educação (MEC). A unidade, localizada no Complexo do Maracanã, empatou no primeiro lugar com a Escola Municipal Roberto Coelho, e ficou à frente de escolas de excelência como o CAP-Uerj e Colégio Pedro II- unidade Humaitá.

(O Globo, reportagem de Paula Ferreira em 08/09/2016)
 






O CASO DA ESCOLA FRIENDENREICH começou para mim quando li a matéria acima no jornal. Havia ainda uma declaração da diretora da Escola, Sandra Russomano, explicando que o extraordinário aproveitamento escolar da sua garotada se devia a um intenso trabalho com Literatura realizado lá.
Telefonei para a Escola, falei com a Diretora, dizendo a ela que ficara interessado em visitar a Friedenreich, conhecer a escola, a Biblioteca e conversar com a garotada. Sandra me encaminhou para a Bibliotecária Andrea Neves. Eu já a conhecia (sem saber que trabalhava nessa escola), porque foi minha aluna num curso de qualificação para professores em Literatura, produzido pela parceria entre a SME-RJ e a FNLIJ.  Nesse curso, este ano, dei aulas de Literatura de Terror  e Literatura Policial.




Daí, tudo se encaixou... Porque Andrea, visitando este meu blog, viu meus “Seriados de Aventura”. Então, teve uma ideia. Começou a ler “Dados da Maldição” para uma garotada, e, para a outra, “A Hora das Sombras”. Contou  com a colaboração de outros professores, que tornaram suas aulas em sessões de leitura. A garotada gostou muito dos seriados, e daí teve a ideia de escrever histórias de mistério, suspense e terror. Então, Andrea me pediu que transformasse minha visita em uma OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA, que teria um formato bastante breve, para os alunos de 4º, 5º e 6º anos, algo em torno de 150 meninas e meninos. Esse é o tipo de trabalho criativo com Literatura que destaca o Friendenreich, em avaliações como o Ideb.






Eu teria cerca de 1 hora para falar para cada turma. E todos os encontros deveriam ser no mesmo diz, 3 pela manhã e 3 à tarde. Bolei um trabalho na medida das possibilidades. Não seria uma oficina aprofundada, mas o que era viável fazer.  
Dividi  nosso encontro em duas partes. Numa primeira, eu daria dicas sobre como escrever (para mistério, suspense e terror) e, na segunda, eles me fariam perguntas sobre o texto que haviam lido, assim como eu daria recomendações de leitura de obras literárias, a depender do interesse que um e outro aluno fosse mostrando.
A parte de “dicas” foi necessariamente simples, bastante básica, em função do pouco tempo que tivemos. Falei da importância de um candidato a escitor ler bastante, principalmente livros que tivessem a ver com aquilo que ele queria escrever. 
O princípio é simples... Ler Literatura dá ideias e desenvolve habilidades para escrever Literatura. 
Depois, passei toques  sobre :







1)      como iniciar bem uma história (ganhar o leitor de início é fundamental, nesse tipo de Literatura);
2)      como criar um bom personagem principal, o protagonista; e também um pouco sobre elenco de apoio;
3)      como dar à história um bom final, que recompense a expectativa que criamos ao longo da trama.




Para arrematar, indiquei um livro meu, O mistério da Pegada Vermelha, como um mistério legal para eles lerem, conferirem tudo o que eu disse a respeito do gênero e bolarmos futuros trabalhos! 
Repito, tudo em termos bem breves, bem básicos, dentro das possibilidades.
Mas, a garotada gostou bastante, e eu mais ainda, por ter tido contato com eles, que são lindos, e com  professores e gestores de escolas heroicamente apaixonados por Literatura, e que fazem um trabalho importante, com resultados, mesmo nas condições precárias que são proporcionadas ao ensino público do Rio de Janeiro.

Esse foi o caso da Escola Friendereich.





OS SERIADOS QUE OS GAROTOS LERAM;

A Hora das Sombras




http://luizantonioaguiar.blogspot.com.br/search/label/A%20Hora%20das%20Sombras


Os Dados da Maldição



http://luizantonioaguiar.blogspot.com.br/2016/09/os-dados-da-maldicao-episodio-1_75.html