CATÁLOGO COMPLETO
domingo, 11 de dezembro de 2016
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
HISTÓRIA
Grande Personagem da
LITERATURA
OS ANJOS CONTAM HISTÓRIAS

Mistério e aventura no tempo da Inconfidência Mineira.
O sumiço da cabeça de Tiradentes, a suspeita morte de Claudio Manuel da Costa, a escultura baroca, o prodígio da obra do Aleijadinho, o ideal de rebeldia e liberdade dos conjurados, o sonho dos Arcádios... Um romance que não dá para parar de ler, Jabuti de Literatura para jovens em 2013.
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CÉRBERO, O NAVIO PIRATA

MALDIÇÃO PIRATA! Partindo de uma profunda pesquisa histórica sobre a vida dos piratas no século XVIII, CÉRBERO é uma aventura com direito a duelos, abordagens, a maldição do navio corsário, o porão mal assombrado do navio, e até uma ponta de história de amor... Uma viagem fantástica no mar desconhecido!
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CANUDOS
Santos e Guerreiros em Luta no Sertão! O Drama de EUCLIDES DA CUNHA para escrever um dos mais importantes romances brasileiros - OS SERTÕES. A luta heróica dos sertanejos contra forças militares imensamente superiores, enviadas para esmagá-los. A incompreensão e ignorância da população dos centros urbanos sobre a Canudos, desenhando a maior tragédia histórica brasileira.
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HANS STADEN
Um náufrago alemão, capturado pelos índios Tupinambás. Duas culturas, dois mundos em choque. O destino mais evidente do prisioneiro era a fogueira - seria assado e devorado, segundo os rituais dos nativos brasileiros. Mas, aí, rola a aventura... O índio brasileiro visto em estado puro, antes de seus costumes serem adulterados pelo contato com os europeus. A coragem, a elegância selvagem dos senhores das matas, donos desta terra, muito antes da chegada do colonizador. Baseado no livro escrito por Hans Staden e publicado na Europa, no século XVI.
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FÍSICO
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FREI LIBERDADE

Aventura e História. Coragem e ideais, acima de tudo!
A Independência do Brasil foi muito mais do que o Grito do Ipiranga. Houve luta, mártires, heróis... Frei Caneca foi um deles. E a Confederação do Equador, uma das tentativas de afirmar a liberdade e a inteligência como princípios de construção deste país.
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PISCINA JÁ!
NEM A DITADURA ESTRAGA AS FÉRIAS DESSA TURMA! Nos tempos da ditadura militar, mesmo com o Brasil num breu danado, uma garotada esperta vive a aventura de enfrentar a repressão!
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
PRA QUEM SE ATREVE
A DESCOBRIR
O SIGNIFICADO MAIS
SINISTRO E BIZARRO
DA PALAVRA
ÂMAGO
NA EXPRESSÃO
ÂMAGO DO TERROR
MEMÓRIAS MAL ASSOMBRADAS DE UM FANTASMA CANHOTO
Sir Simon de Canterville não é um fantasma qualquer. Grande astro de O Fantasma de Cantervile, de Oscar Wilde, ele é o mais célebre e o mais almadiçoado dos fantasmas das histórias de terror. Além disso, conhece os segredos, as fofocas, as manias de todos os personagens e autores das histórias mais assustadoras já escritas. Ele está doido para encontra uma vítima para quem poossa, para todo o sempre, ficar contando os truques e segredos da Literatura de Terror. E só para provar que, de todos, ele é o máximo, o maior, o inigualável. De quebra, vai fazer o que mais gosta... ATERRORIZAR uma garotada esperta que se mete e desvendar o que está acontecendo de extraordinário no Casarão Ótis. Terror, Riso, Aventura... e mais terror. Para não deixar você ter sonhos tediosos à noite...
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BRENDA
Estar apaixonado por uma garota talvez seja uma lobisomem pode ser no mínimo... um problema!
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SONETO NAS TREVAS
Um lobisomem atormentado por sua própria monstruosidade, e que escreve sonetos com o sangue de suas vítimas nas paredes do labirinto em que habita. Uma organização implacável, que persegue seres sobrenaturais. TERROR... O MAIS DOLOROSO E BRUTAL. Uma novela pra lá de GÓTICA!
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domingo, 4 de dezembro de 2016
SEM MISTÉRIOS,
DA VIDA,
O QUE HÁ DE SER?
QUEM MATOU O LIVRO POLICIAL?
O assassinato a sangue frio de uma novela policial, mistério
que será resolvido na Capital Brasileira da Literatura: Passo Fundo – RS. Um serial killer em ação, numa misteriosa
biblioteca de Baltimore (cidade onde viveu e trabalhou Edgar Allan Poe), EUA,
cometendo assassinatos indecifráveis há
quase dois séculos. Um escritor – sucesso mundial na Literatura Policial –
que ninguém nunca viu, não sabe direito onde, nem como encontrá-lo. Um
investigador adolescente, gênio tecnológico, que está em todos os lugares, mas age
sempre virtualmente. Um mistério
dentro do outro. E, para decifrá-los, você terá de entrar fundo nos segredos e
truques da Literatura Policial.
http://www.livrariacultura.com.br/p/quem-matou-o-livro-policial-22093821
MACHADO E JUCA
D. Malu desapareceu. Sem avisos, ninguém sabe o que aconteceu com ela, a não ser o marido, o brutamontes que todos detestam, Matacavalos, que diz que ela foi para o interior, numa viagem decidia às pressas, visitar a família. Mas tem algo estranho aí. Algo suspeito. Um mistério... Machado de Assis, com
seu parceiro Juca, o garoto engraxate de rua, investigam o caso, no bairro do Cosme
Velho, em 1899 – ano do lançamento de D.
Casmurro, um dos romances mais importantes e famosos do autor. Machado se
transforma num velhinho que pula janelas, invade casas e faz de tudo para
desvendar o mistério. Participações especiais de personagens de Machado, de sua
esposa, Carolina, e outros que fizeram parte da sua história. Muita ação detivesca,
tensão por conta do supervilão Matacavalos e um final que você jamais iria
adivinhar. Um dos livros mais vendidos de Luiz Antonio Aguiar, desde 1999, lido
por dezenas de milhares de garotos e garotas de todo o país.
http://www.livrariacultura.com.br/busca?N=0&Ntt=Machado+e+Juca
O MISTÉRIO DA PEGADA VERMELHA
Um
sótão trancado há anos. Certo dia, Beta encontra a chave e, quando entra lá...
encontra uma pegada em tinta vermelha, brilhante... fresquinha. Alguém acabou de deixá-la.
Mas, quem? Quando? Como? E tudo se complica e se desdobra em surpresas e muita ação, quando a garota se lança numa aventura para desvendar esse
mistério. Apresentando AS CORUJAS. Uma equipe de garotas afiadas nas artes da
investigação.
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Leia Resenha no Blog COMPAIXÃO LITERÁRIA
http://compaixaoliteraria.blogspot.com.br/2016/11/resenha-o-misterio-da-pegada-vermelha.html
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Literatura não é tortura
Luiz Antônio Aguiar
Diante de algumas situações de inércia, torna-se necessário repetir o óbvio: Literatura é prazer. Um prazer às vezes combinado à dor, à perplexidade e à turbulência mental/existencial: que se confunde com gana de viver mais o mundo. Mas, Prazer!!!
Transformada em dever de casa ou/e matéria de prova – como acontece quando ignoram (inercialmente) a viva discussão que se empreende contra a utilização paradidática da literatura para crianças e jovens leitores – seu efeito é devastador: forma gerações de inimigos do livro, para quem malignos autores aliados a sádicos professores conspiraram para arruinar os fins de semana de jovens saudáveis e desejosos de viver.
O desafio posto é o seguinte: precisamos seduzir o jovem e a criança para a Literatura: devemos rejeitar, repudiar todos os artifícios que tornem a Literatura uma obrigação. Literatura não é coadjuvante nem acessório do currículo. Não pode ser rebaixada a servir de instrumento (paradidático) do ensino da gramática, muito menos da moral e dos bons costumes e de molduras afins.
Pelo contrário, coloca-se ao lado do leitor no seu direito de experimentar o mundo. Há professores-heróis-idealistas que, apaixonados pela Literatura, a tornam, para a garotada, no maior estímulo a descobertas e ao crescimento intelectual e espiritual. Mas, nem sempre isso é incentivado, até mesmo por exigências mercadológicas.
Ler Literatura é um ato de troca entre o indivíduo e o livro. É um ato também de intimidade (introspecção) e de liberação. Não pode ser devassado por pressões externas, por "cobranças de leitura", disfarçadas em trabalhos pós-leitura, nem pelo que «vai cair na prova» ou pela interpretação que " o gabarito determina como correto". Literatura, enfim, é algo à parte, singular, dentro de casa, na escola e no mundo. É um procedimento de formação informal, iluminista e humanista, visionário e especulativo, subjetivo e incerto como a vida (costumo dizer que às vezes é caso único de se plantarem tomates para colherem-se pirâmides). É para ser oferecido em espaços estimulantes e particularizados, tais como oficinas, bibliotecas, espaços extracurriculares – que não valem nota –, que podem se dar ao luxo de transgredir, de cultuar o proibido, de praticar o lúdico, sugerir o acesso ao inconfessável e explorar o conflito. Precisa tornar-se tentadora, irresistível, fascinante. Fracassa sempre que o jovem ou a criança se refiram ao momento de ler Literatura com um «ai, que saco!» do qual não tem como escapar.
Enfim, leitura e escritura são uma coisa só. São um gesto de apropriação do mundo, de descoberta e de aprofundamento, através da expressão escrita. São para romper (ou para oferecer a possibilidade de ruptura a quem queira tentá-la) o monolitismo bem-aceito e para inventar humanas verdades contra a ditadura da verdade única. São o «hipermercado... de impossíveis possibilíssimos» (Drummond, A suposta existência), onde o leitor produz matéria-prima para criar mundos para si. São a aventura que não estará nunca refletida no boletim escolar, mas no reconhecimento do que se ganhou, do que se aproveitou e se ampliou na existência.
(Publicado no «Caderno de Idéias», Jornal do Brasil, 30/4/94
domingo, 13 de novembro de 2016
LIMA BARRETO É POP TAMBÉM
Luiz Antonio Aguiar
- Vossa excelência vai obrigar o povo a andar nu.
- Não apoiado. O vestuário deve ser coisa
majestosa e
imponente, para bem impressionar
os estrangeiros que nos visitem.
Os Bruzundangas
Escolhido
como escritor homenageado para a FLIP 2017, Lima Barreto não deveria ser
lembrado somente pelo (glorioso!) O
triste fim de Policarpo Quaresma. Há mais a se descobrir nesse escritor que
transformou desilusão (com a República), padecimento pessoal e rebeldia em pura
Literatura. Aqui, dou dicas de leitura que mostram um Lima Barreto em
facetas de caricatura/paródia e aventura, muito pouco mencionadas.
Apesar do humor ácido empregado nos
textos,
ao ler Os Bruzundangas, tenha
certeza
de que seu autor os escrevia também num
tom de lamento. É possível, ainda, imaginar
que se trate de uma obra
dolorida, sofrida,
um desabafo feito por quem preferiria retratar
seu país de
maneira bem diferente.
Quem sabe como o país sonhado por Policarpo Quaresma, um
dos mais íntegros e
idealistas personagens da Literatura Brasileira?
Luiz Antonio Aguiar em
"À moda de Gulliver",
comentário à edição da FTD de Os Bruzundangas
Entre abril e junho de 1905, Lima Barreto, então repórter do Correio da Manhã, publicou uma série de reportagens sobre escavações no Morro do Castelo, parte do empreendimento de modernização da cidade do Rio de Janeiro, promovido pelo Prefeito Pereira Passos. Na época, foi descoberto um enorme labirinto de galerias, abaixo do antigo convento jesuíta, datado do século XVI. Já nessa época, o Colégio Jesuíta fundado por Manuel da Nóbrega servia a outras destinações – os Jesuítas foram expulsos do Brasil pelo Marquês de Pombal, na segunda metade do século XVIII. O Convento seria demolido em 1922.
A
descoberta das misteriosas galerias, cujo propósito permanece desconhecido,
levantou rocambolescas hipóteses.
Talvez, fossem uma via de fuga dos jesuítas – já prevendo as perseguições que
sofreriam, por parte do todo poderoso Pombal. E a mais popular dessas
histórias, que acabaram se transformando em lendas urbanas do Rio de Janeiro
antigo, falava num colossal tesouro que os jesuítas, não podendo carregar
consigo, ao serem expulsos do país, deixaram oculto, naqueles subterrâneos.
As galerias,
segundo alguns, também teriam servido de passagem para os assassinos do pirata
Jean François Duclerc. Os piratas de Duclerc haviam chegado
por mar e feito uma tentativa de tomar a cidade, em 1710. A invasão foi repelida e Duclerc, capturado. No entanto, foi misteriosamente
assassinado, durante a madrugada, na mansão que lhe servia de prisão, em 17 de
março de 1711.
Envolta em segredos e mistérios,
a morte de Duclerc serviu de desculpa para a segunda invasão francesa, naquele mesmo ano, promovida pelo pirata Dugain
Trouin. Dessa vez, bombardeado pelos canhões da poderosa frota francesa, o Rio
de Janeiro teve (segundo alguns historiadores, os moradores mais ricos da
cidade preferiram não lutar) de se render. O pirata saqueou a cidade e maltratou
o povo das ruas por 40 dias, somente se retirando mediante o pagamento de um
resgate. Na verdade, Duclerc e Touin eram corsários que saqueavam a serviço do seu rei, Luis XIV, e de patrocinadores da iniciativa privada francesa, aos quais cabia uma alta percentagem
dos butins aferidos.
Os subterrâneos do Morro do Castelo, ou, D. Garça, é um folhetim, publicado no Correio da Manhã, em que Lima Barreto, aproveitando a curiosidade
popular atiçada pela descoberta das galerias subterrâneas, cria uma versão ficcional para o assassinato
de Duclerc, reavivando o mistério sobre uma secreta história de amor e sobre
tramas envolvendo o lendário tesouro do Morro do Castelo.
O própio Lima Barreto em participação especial em
O triste Fim de Policarpo Quaresma em HQ -
Roteiro Luiz Antonio Aguiar / Desenho Cesar Lobo
É uma obra aventuresca, um
folhetim, de enorme apelo para os leitores, como muitas histórias de mistério e
ação da Literatura Pop de hoje. Não seria todo escritor – mas somente um com
gana de alcançar os leitores, de seduzi-los e entretê-los –, que se atreveria a
publicar uma obra que poderia (e foi) considerada menor, literatura barata.
"O
Escritor Guerreiro
Ao abrir mão
de criar uma obra
mais profundamente ficcional, em Os bruzundangas,
Lima Barreto cunha suas críticas
mais contundentes
à sociedade brasileira. Há trechos
em que o ataque tem alvos certeiros,
inclusive
a defesa de suas concepções e práticas literárias."
Luiz Antonio Aguiar
em "Os Desiludidos",
comentário à edição da FTD de
Os Bruzundangas
Ainda na linha POP, preconizada
inadvertidamente por Lima Barreto, temos Os
Bruzundangas (1923), uma paródia, impregnada de ironia, e que carrega um
certo tom de As aventuras de Gulliver (1726
, alterado em 1735), de Jonathan Swift. A República dos Bruzundangas é uma sátira
corrosiva, debochada, dos desacertos da incipiente república brasileira, principalmente
nos anos da ditadura de Floriano Peixoto – que não foi chamado de O Marechal de Ferro à toa. Uma paródia sem rabo preso ao limitante realismo, em que a fantasiosa República da Burungúdia espelha a matéria-
prima perfeita do seu original, para essa caricatura que expõe o dano que pode produzir a
mediocridade humana, política e cultural (realista?), combinada ao autoritarismo. A nação
inventada por Lima Barreto ostenta, sem constrangimento, vícios familiares ao leitor brasileiro.
Vale lembrar também, como investida na paródia fantástica, O homem que sabia javanês – um malandrão
que obtém enorme prestígio, e benefícios variados, fingindo saber o que ninguém
no país pode conferir se ele sabe de fato. Trata-se de um conto de 1911, outra peça em que
ficam expostos a mediocridade intelectual e o viés farsesco da cultura oficial e erudita brasileira da virada do século.
Sem o tom épico nem os heróis e
heroínas de José de Alencar, nem a letalidade existencialista tramada com
requintes de crueldade estética por Machado de Assis, como reflexão para o Brasil de então e de hoje (!) Lima Barreto não poderia ser
mais contundente. Homenageado pela FLIP, em 2017, teremos agora a chance de
descobrir (e POPularizar!) os muitos
momentos desse escritor que nunca foi aceito pelo status quo literário e
cultural que lhe foi contemporâneo, um insubmisso jamais domesticado, que encontrou seu jeito próprio e único de
transformar o país, o cotidiano do povo e seu tempo em Literatura.
É tempo de consolidá-lo
como uma referência para o público e especialmente para todos nós que nos dedicamos
ao ofício da escrita.
... Nem que seja para redimir, com
sua segunda sentença, as palavras iniciais do profético fragmento que Lima
Barreto deixou em seu relato autobiográfico...
“Viveu infeliz e morreu humilhado, mas
teve glória e foi amado.”
Lima Barreto, O cemitério dos vivos (1920)
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
O CASO DA ESCOLA FRIENDENREICH
Mistério, Terror e Suspense: e tudo isso é uma Oficina Literária!
RIO- Posta em risco pelo próprio poder público, a Escola
Municipal Friedenreich, que quase foi demolida pelo governo Estadual para ser
substituída por equipamentos de apoio aos megaeventos, registrou o melhor
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da escolas públicas da
cidade nos anos iniciais do ensino fundamental (4º e 5º ano), com nota 8,3,
segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Educação (MEC). A unidade,
localizada no Complexo do Maracanã, empatou no primeiro lugar com a Escola
Municipal Roberto Coelho, e ficou à frente de escolas de excelência como o
CAP-Uerj e Colégio Pedro II- unidade Humaitá.
(O Globo, reportagem de Paula Ferreira em 08/09/2016)
(O Globo, reportagem de Paula Ferreira em 08/09/2016)
O CASO DA ESCOLA FRIENDENREICH
começou para mim quando li a matéria acima no jornal. Havia ainda uma
declaração da diretora da Escola, Sandra Russomano, explicando que o extraordinário
aproveitamento escolar da sua garotada se devia a um intenso trabalho com
Literatura realizado lá.
Telefonei para a Escola, falei
com a Diretora, dizendo a ela que ficara interessado em visitar a Friedenreich,
conhecer a escola, a Biblioteca e conversar com a garotada. Sandra me
encaminhou para a Bibliotecária Andrea Neves. Eu já a conhecia (sem saber que
trabalhava nessa escola), porque foi minha aluna num curso de qualificação para
professores em Literatura, produzido pela parceria entre a SME-RJ e a FNLIJ. Nesse curso, este ano, dei aulas de Literatura
de Terror e Literatura Policial.
Daí, tudo se encaixou... Porque
Andrea, visitando este meu blog, viu meus “Seriados de Aventura”. Então, teve uma ideia. Começou a ler “Dados da Maldição” para uma garotada, e, para a outra, “A Hora
das Sombras”. Contou com a colaboração de outros professores, que
tornaram suas aulas em sessões de leitura. A garotada gostou muito dos seriados,
e daí teve a ideia de escrever histórias de mistério, suspense e terror. Então,
Andrea me pediu que transformasse minha visita em uma OFICINA DE CRIAÇÃO
LITERÁRIA, que teria um formato bastante breve, para os alunos de 4º, 5º e 6º anos,
algo em torno de 150 meninas e meninos. Esse é o tipo de trabalho criativo com
Literatura que destaca o Friendenreich, em avaliações como o Ideb.
Eu teria cerca de 1 hora para
falar para cada turma. E todos os encontros deveriam ser no mesmo diz, 3 pela
manhã e 3 à tarde. Bolei um trabalho na medida das possibilidades. Não seria uma
oficina aprofundada, mas o que era viável fazer.
Dividi nosso encontro em duas partes. Numa
primeira, eu daria dicas sobre como escrever (para mistério, suspense e terror)
e, na segunda, eles me fariam perguntas sobre o texto que haviam lido, assim
como eu daria recomendações de leitura de obras literárias, a depender
do interesse que um e outro aluno fosse mostrando.
A parte de “dicas” foi
necessariamente simples, bastante básica, em função do pouco tempo que tivemos.
Falei da importância de um candidato a escitor ler bastante, principalmente livros
que tivessem a ver com aquilo que ele queria escrever.
O princípio é simples... Ler Literatura dá ideias e desenvolve habilidades para escrever Literatura.
Depois, passei toques sobre :
1)
como iniciar bem uma história (ganhar o leitor
de início é fundamental, nesse tipo de Literatura);
2)
como criar um bom personagem principal, o
protagonista; e também um pouco sobre elenco
de apoio;
3)
como dar à história um bom final, que
recompense a expectativa que criamos ao longo da trama.
Para arrematar, indiquei um livro meu, O mistério da Pegada Vermelha, como um mistério legal para eles lerem, conferirem tudo o que eu disse a respeito do gênero e bolarmos futuros trabalhos!
Repito, tudo em termos bem
breves, bem básicos, dentro das possibilidades.
Mas, a garotada gostou bastante,
e eu mais ainda, por ter tido contato com eles, que são lindos, e com professores e gestores de escolas heroicamente
apaixonados por Literatura, e que fazem um trabalho importante, com resultados,
mesmo nas condições precárias que são proporcionadas ao ensino público do Rio
de Janeiro.
Esse foi o caso da Escola
Friendereich.
OS SERIADOS QUE OS GAROTOS LERAM;
A Hora das Sombras
http://luizantonioaguiar.blogspot.com.br/search/label/A%20Hora%20das%20Sombras
Os Dados da Maldição
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